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Irã retoma controle total do Estreito de Ormuz após acusar EUA

Teerã reforça supervisão militar sobre a passagem estratégica e critica Washington por supostas violações marítimas e bloqueio.

18/04/2026 às 16:53
Por: Redação

As Forças Armadas do Irã restabeleceram o controle integral sobre o Estreito de Ormuz, aplicando uma supervisão reforçada na região estratégica. A informação foi divulgada neste sábado (18) pela Irna, a agência de notícias oficial da República Islâmica do Irã.

 

O tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã, destacou a importância estratégica do estreito, afirmando que a área está agora sob "estrita gestão e controle das Forças Armadas" iranianas.

 

Anteriormente, o Irã havia aceitado, em um gesto de "boa fé" e em conformidade com acordos estabelecidos durante negociações, permitir a passagem controlada de uma quantidade limitada de petroleiros e outras embarcações comerciais pelo estreito.

 

Contudo, segundo o porta-voz, os Estados Unidos (EUA) "violaram repetidamente os compromissos" firmados e engajaram-se em "pirataria e roubo marítimo sob o chamado bloqueio".

 

“Portanto, o controle do Estreito de Ormuz retornou ao seu estado anterior.”

 

Alertas Anteriores e Ações Americanas

 

A Agência Tasnim, vinculada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), já havia alertado que, caso o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos persistisse, o estreito seria novamente fechado. Tal medida teria o potencial de impactar negativamente 20% da comercialização global de petróleo.

 

Para as autoridades iranianas, a presença contínua de navios estadunidenses na área constitui uma violação do acordo de cessar-fogo. As embarcações dos EUA estão posicionadas no Oceano Índico, a uma distância estratégica do Estreito de Ormuz, permitindo a interceptação de possíveis ataques iranianos.

 

O Acordo de Cessar-Fogo

 

Na quinta-feira (16), o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a mediação de um acordo de cessar-fogo com duração de dez dias entre Líbano e Israel. Essa trégua era uma das condições impostas pelo Irã para a continuidade das negociações diplomáticas.

 

Em um comunicado emitido na sexta-feira (17), a Força Naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou sobre a instauração de uma "nova ordem" para governar o estreito, fazendo alusão ao cessar-fogo recente.

 

No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a navegação pelo Estreito de Ormuz estaria totalmente liberada durante o período restante do cessar-fogo.

 

“Em conformidade com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo”, di

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