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Lula defende biocombustíveis brasileiros e critica regulação da UE na Alemanha

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressalta menor pegada de carbono do etanol e alerta para propostas europeias que ignoram sustentabilidade nacional.

20/04/2026 às 15:11
Por: Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou sua visita à Alemanha nesta segunda-feira (20) para defender a liderança do Brasil na produção de biocombustíveis e manifestar críticas às normas ambientais em discussão na União Europeia (UE). As declarações foram proferidas durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado na cidade de Hanôver.

 

Lula destacou a eficiência do etanol brasileiro, derivado da cana-de-açúcar, ressaltando seus benefícios ambientais e energéticos. Ele apontou que o produto nacional tem uma das menores pegadas de carbono globalmente e consegue reduzir as emissões em até 90% quando comparado à gasolina.

 

 

“Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”, disse o presidente.


 

Em sua fala, o chefe de Estado brasileiro também fez um paralelo com os objetivos da União Europeia, que projeta alcançar 50% de energias renováveis em sua matriz energética até o ano de 2050. Lula lembrou que o Brasil já superou essa marca, tendo atingido a mesma meta em 2025.

 

 

Preocupação com Regulamentação Europeia

 

O presidente expressou preocupação com as propostas de revisão do regulamento de biocombustíveis da UE, especialmente considerando que o setor de transportes é um dos grandes desafios para a descarbonização na Europa. Ele observou que as novas diretrizes em análise desconsideram as práticas sustentáveis de uso do solo adotadas no Brasil.

 

Lula mencionou especificamente a implementação, em janeiro, de um “mecanismo unilateral” para o cálculo de carbono. Este sistema, segundo ele, falha ao ignorar o baixo patamar de emissões inerente ao processo produtivo brasileiro, que se baseia em fontes renováveis.

 

 

“Essas iniciativas podem dificultar a oferta de energia limpa ao consumidor europeu em momento crítico. A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correta. Adotar critérios que ignorem outras realidades e prejudicam os produtores brasileiros”, afirmou.


 

 

Brasil como Polo de Energia Limpa

 

Reafirmando a ambição do país, o presidente destacou o desejo do Brasil de evoluir de uma nação em desenvolvimento para um país desenvolvido, aproveitando as oportunidades geradas pela transição energética global.

 

 

“Estamos dispostos a deixar de ser um país em vias de desenvolvimento e queremos nos tornar um país desenvolvido. E não jogaremos fora as oportunidades da transição energética que estão colocadas para o mundo. Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que nós temos espaço e oportunidade para quem quiser apostar no futuro”, concluiu Lula.


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