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USP encerra greve de servidores após firmar acordo sobre gratificações

Técnicos e administrativos obtêm equiparação de gratificações; estudantes continuam mobilizados por bolsas e moradia

25/04/2026 às 12:53
Por: Redação

A paralisação dos servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP), iniciada no dia 14 do mês corrente, chegou ao fim após um entendimento entre a administração da instituição e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). O movimento grevista reivindicava igualdade no recebimento de gratificações, já que docentes haviam sido contemplados anteriormente.

 

De acordo com o comunicado divulgado pela universidade, haverá equiparação dos valores destinados a gratificações para ambas as categorias – técnicos administrativos e docentes. Apesar disso, a liberação efetiva dos recursos ainda depende da submissão de uma proposta formalizada aos órgãos técnicos internos responsáveis pela análise, não havendo, até o momento, definição quanto ao início dos pagamentos.

 

Além disso, foi estabelecido um compromisso da reitoria para oficializar o abono das horas não trabalhadas durante períodos conhecidos como “pontes” de feriados e no recesso de final de ano. Essa medida atende a uma das solicitações apresentadas pelo sindicato durante as negociações.

 

O debate avançou ainda sobre a situação dos trabalhadores terceirizados que atuam na USP. O acordo prevê a busca de alternativas para garantir que esses funcionários também possam usufruir de condições de deslocamento semelhantes às oferecidas aos servidores permanentes da universidade, especialmente quanto à gratuidade do transporte dentro do campus.

 

Estudantes mantêm mobilização e aguardam nova rodada de negociações

 

Enquanto os servidores técnicos e administrativos retornam às atividades, os estudantes da USP seguem em paralisação desde 16 de abril. O movimento estudantil manifesta-se contra cortes implementados no programa de bolsas, além de apontar falta de vagas na moradia estudantil e problemas no fornecimento de água nas instalações da universidade.

 

Após recente reunião entre representantes estudantis e a administração da USP, uma nova mesa de negociação foi marcada para a próxima terça-feira, dia 28. A expectativa é que as demandas dos estudantes sejam debatidas diretamente com a reitoria, na tentativa de buscar soluções para os pontos apresentados.

 

Em nota, a universidade informou que foi revogada uma portaria anterior que restringia o uso dos espaços cedidos aos centros acadêmicos dentro do campus, especialmente no que se refere à realização de comércio ou sublocações. Essa decisão, segundo os estudantes, foi um dos principais fatores que impulsionaram a mobilização do movimento estudantil neste momento.

 

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