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Centrais sindicais lideram mobilização pelo fim da escala 6x1 no 1º de Maio

Entidades priorizam redução da jornada semanal e promovem atos culturais e políticos em SP

30/04/2026 às 03:50
Por: Redação

O movimento pelo fim da escala de trabalho 6x1 figura como a principal reivindicação das centrais sindicais durante as mobilizações descentralizadas realizadas em diversas cidades brasileiras nesta sexta-feira, 1º de maio, Dia do Trabalhador. A demanda é considerada fundamental para promover melhores condições de vida e maior equilíbrio entre os ambientes profissional e pessoal.

 

Atualmente, diferentes propostas que buscam pôr fim ao sistema 6x1, que determina seis dias de trabalho para cada dia de descanso, estão sendo apreciadas no Congresso Nacional. Entre elas, destaca-se o projeto de lei enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apreciação em regime de urgência constitucional, que prevê a extinção da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

 

Mobilizações em diferentes espaços de São Paulo

 

Na cidade de São Paulo, as centrais sindicais precisaram buscar alternativas para as tradicionais manifestações na Avenida Paulista, uma vez que o local já havia sido reservado para outros eventos. Diante disso, as entidades escolheram outros pontos estratégicos para suas atividades.

 

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) inicia sua programação às 14h no Paço Municipal de São Bernardo, promovendo atividades políticas, serviços e manifestações culturais sob o lema “Nossa luta transforma vidas”. A agenda tem o objetivo de estreitar o diálogo com a sociedade e intensificar a organização dos trabalhadores em diferentes regiões.

 

Nas subsedes da CUT, localizadas na capital, região metropolitana, litoral e interior, as ações são realizadas em conjunto com sindicatos locais, levando para bairros e cidades iniciativas que aliam cidadania, expressão cultural e estímulo à mobilização popular.

 

As pautas consideradas urgentes pela CUT para este 1º de maio incluem a diminuição da carga horária semanal sem redução de salários, o combate à violência feminicida, a oposição à pejotização das relações de trabalho, o fortalecimento das negociações coletivas para avançar em conquistas trabalhistas e a defesa dos direitos dos servidores públicos.

 

Entre as demandas também está o enfrentamento à reforma administrativa em tramitação e a resistência aos processos de privatização, consideradas prejudiciais para a oferta de serviços públicos essenciais e para a redução das desigualdades sociais.

 

A agenda cultural da CUT inclui apresentações de Gloria Groove, MC IG, Filho do Piseiro, Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Grupo SP5, Grupo Razão, Don Ernesto, Samba de Luz, Samba e Amigos, Alex Rocha, Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro e Hyaguinho Vaqueiro.

 

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) realiza concentração às 9h na Praça Franklin Roosevelt. A entidade destaca que o 1º de maio deste ano vai além da comemoração simbólica, servindo de espaço para pressão social por transformações concretas. As prioridades incluem o combate à precarização das condições de trabalho, a defesa de políticas públicas que fortaleçam a economia e a luta por direitos básicos que assegurem dignidade à classe trabalhadora.

 

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) promove no dia 1º de maio a 12ª edição da Expo Paulista, uma exposição ao ar livre na Avenida Paulista. Composta por 30 painéis desenvolvidos pelo estilista Ronaldo Fraga sob o tema “Isto É Conquista: Lutas e Vitórias do Trabalhador Brasileiro”, a mostra permanece aberta até 31 de maio, com estimativa de alcançar 1,5 milhão de espectadores diariamente.

 

“A exposição propõe uma reflexão visual sobre o universo do trabalho, suas transformações e desafios que contam a história do trabalhador brasileiro”. A cerimônia de abertura será realizada às 9h, no Blue Note, situado no Conjunto Nacional, número 2073 da Avenida Paulista.


 

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) organiza manifestações em diferentes municípios do estado de São Paulo, entre eles Araçatuba, Itatiba, Ribeirão Preto e Osasco.

 

Segundo a CSB, as novas diretrizes permitem que sindicatos, federações e confederações promovam eventos em suas comunidades e regiões de atuação, ampliando a exposição das reivindicações dos movimentos e favorecendo o contato direto com trabalhadores. A central ressalta que essa abordagem amplia a mobilização das suas bases.

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