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Rio recebe Grande Jogo Regional com mais de 4,3 mil escoteiros

O maior evento do calendário fluminense da UEB-RJ celebra a Semana Escoteira e o Dia Mundial do Escotismo no Aterro do Flamengo.

26/04/2026 às 18:35
Por: Redação

Um dos maiores encontros do calendário escoteiro fluminense, o Grande Jogo Regional de 2026, mobilizou 4.372 participantes, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos, neste domingo (26). O evento, promovido pela União dos Escoteiros do Brasil Regional Rio de Janeiro (UEB-RJ), teve como palco o Aterro do Flamengo.

 

A iniciativa se insere nas comemorações da Semana Escoteira e do Dia Mundial do Escotismo, cuja data oficial foi celebrada em 23 de abril.

 

Edinilson Régis, diretor-presidente da Regional Rio de Janeiro da UEB, concedeu entrevista à Agência Brasil e mencionou a longa tradição do evento, que acontece no Aterro do Flamengo desde a década de 1980.

 

“Reunimos os escoteiros de todo o estado, de várias unidades escoteiras e de todas as faixas etárias, começando a partir de 5 anos até 22 anos de idade, que seguem o método educativo escoteiro, baseado no trabalho em equipe, na cooperação e no protagonismo juvenil”, afirmou Régis.

 

O diretor-presidente detalhou que o evento proporciona uma série de atividades educativas e de integração. Nelas, crianças e jovens percorrem estações onde demonstram o conhecimento adquirido e aprendem novas habilidades. As dinâmicas abrangem desde exercícios de criatividade até a abordagem de temas mais complexos, como noções de primeiros socorros.

 

As atividades tiveram início por volta das 9h da manhã e se estenderam até as 15h, horário em que os participantes se reuniram para uma concentração final, ocasião em que foram divulgados os resultados das provas e desafios.

 

Histórias de acolhimento e desenvolvimento

 

Ellisiane Pereira, uma administradora de 47 anos, é mãe de Carlos Henrique, de 12 anos, membro do Grupo Escoteiro Copacabana há três anos. Ela ressalta a relevância do envolvimento do filho com o movimento escoteiro.

 

“Ele se sentiu acolhido, a família toda foi acolhida. A evolução dele como ser humano é gritante. Todo mundo vê a habilidade que ele desenvolveu. Todas as competências que eu acho que um cidadão funcional deve ter ele está adquirindo aqui no grupo. Somos todos uma grande família”.

 

Gabriel Handl, de 33 anos, integrante do mesmo Grupo Escoteiro Copacabana, atua como educador no Movimento Escoteiro há uma década. Ele expressa a convicção de que essa prática contribui para a formação de cidadãos mais preparados para a sociedade.

 

“As atividades que a gente faz no escotismo são muito mais do que vida ao ar livre e acampamentos. São para formar pessoas boas para o mundo”, declarou Gabriel Handl.

 

Bernardo Tavares de Sá, de 17 anos, é escoteiro há sete anos e pertence ao Grupo Escoteiro Marechal Castelo Branco. Ele destacou que o escotismo lhe proporcionou a oportunidade de construir diversas amizades.

 

”Eu pude crescer, aprendi o senso de liderança e pude evoluir como pessoa. Uma das coisas que mais contribuíram na minha vida, sem dúvida, foi o movimento escoteiro”, afirmou Bernardo.

 

O Escotismo como ferramenta de desenvolvimento integral

 

O diretor-presidente da UEB-RJ, Edinilson Régis, detalhou que o escotismo é reconhecido como uma modalidade de educação não formal e complementar. Essa abordagem combina atividades práticas, o contato direto com a natureza e a experiência da convivência em grupo.

 

A metodologia pedagógica centraliza-se no princípio do “aprender fazendo”, capacitando crianças e jovens a serem os protagonistas de seu próprio crescimento e a se tornarem agentes de transformação em suas respectivas comunidades.

 

“E nós trabalhamos vários princípios. O meio ambiente, com certeza, é um deles. Desde os primórdios do escotismo, nós já falávamos de conservação”, pontuou Régis.

 

O movimento escoteiro se dedica ao desenvolvimento da cidadania e à conscientização sobre o corpo físico. Isso inclui o reconhecimento das próprias limitações e a elaboração de projetos de vida, sempre respeitando as diferentes faixas etárias dos participantes.

 

“Nos ramos lobinho e filhote, que são os pequenos, trabalhamos muito dentro do conceito do lúdico, em que eles têm os chefes, os personagens, as histórias e, ao crescer, vão tendo contato com outras realidades”, explicou.

 

Na transição para o ramo escoteiro, os jovens são introduzidos a acampamentos e atividades de campo.

 

“E as crianças vão tendo essas oportunidades de fazer a sua comida, de organizar o seu material, criando cada vez maior independência para a vida. Aprendem o respeito ao próximo, que é um dos pontos básicos da nossa instituição”, completou o diretor-presidente.

 

Os escoteiros fazem uma promessa que os compromete a empenhar-se ao máximo para cumprir seus deveres com Deus, respeitando todas as religiões. Além disso, prometem auxiliar a pátria, prestar ajuda ao próximo em qualquer circunstância e observar a Lei Escoteira. Esta lei é composta por dez artigos que estabelecem princípios universais, como lealdade, altruísmo, pureza, bondade para com animais e plantas, e amizade.

 

Fundado em 1907 pelo oficial do exército britânico Robert Baden-Powell, nascido em Londres em 22 de fevereiro de 1857, o Movimento Escoteiro está hoje presente em mais de 170 nações. Baden-Powell estabeleceu o movimento entre 1907 e 1908, na Inglaterra, com o objetivo de educar jovens por meio de valores como fraternidade, lealdade e o respeito pela natureza. No Brasil, a União dos Escoteiros foi formalmente instituída em 4 de novembro de 1924.

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