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Linha de crédito para aéreas visa frear alta de passagens e manter voos

Conselho Monetário Nacional aprova medida de até 5 anos para capital de giro, com recursos do FNAC, buscando estabilizar o setor diante do aumento do querosene.

24/04/2026 às 03:36
Por: Redação

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (23) uma nova linha de crédito destinada às companhias de transporte aéreo doméstico. O objetivo da medida é fornecer apoio financeiro para que as empresas enfrentem a recente elevação dos custos operacionais, com foco especial na alta do preço dos combustíveis. Esta iniciativa permitirá que as companhias obtenham empréstimos voltados ao capital de giro, essencial para custear as operações diárias, incluindo o pagamento de fornecedores, salários e outras despesas imediatas.

 

Origem e Operacionalização dos Recursos

 

Os valores que compõem essa linha de crédito serão provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), um fundo de natureza pública criado para impulsionar o desenvolvimento do setor aéreo. A operacionalização desses empréstimos será feita através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por outras instituições bancárias que sejam autorizadas por ele.

 

Condições da Linha de Crédito

 

A linha de financiamento estabelecida possui condições específicas para os empréstimos:

 

  • O prazo total para a quitação do débito é de até cinco anos.
  • As empresas terão um período de carência de até um ano, durante o qual não será exigido o pagamento do valor principal.
  • O custo básico da operação será de 4% ao ano, ao qual se somarão as taxas praticadas pelos bancos intermediários.

 

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda, este formato de crédito visa proporcionar um alívio financeiro às empresas, permitindo-lhes superar as dificuldades de caixa no curto prazo antes de iniciar a amortização da dívida.

 

Ausência de Garantia Governamental

 

É importante ressaltar que os empréstimos concedidos por meio desta linha não contarão com garantia do governo. Caso uma empresa não cumpra com suas obrigações de pagamento, o ônus financeiro recairá sobre a instituição bancária que concedeu o crédito. Caberá, portanto, às instituições financeiras a responsabilidade de realizar a análise de risco necessária antes de aprovar qualquer empréstimo. Por se tratar de uma operação financeira específica, a medida não gerará impacto direto nas contas públicas.

 

Justificativa para a Criação da Medida

 

O setor de aviação tem enfrentado uma pressão considerável devido ao crescimento dos custos operacionais, com o combustível representando uma das maiores despesas para as companhias aéreas. Essa situação tem provocado dificuldades de caixa para as empresas no curto prazo. A implementação desta nova linha de crédito tem como finalidade:

 

  • Prevenir o cancelamento de voos.
  • Assegurar a manutenção da oferta de transporte aéreo em todo o território nacional.
  • Reduzir a necessidade de repassar os aumentos de custos diretamente para o preço das passagens aéreas.

 

Impacto Potencial para os Passageiros

 

Embora a medida não promova uma redução imediata nos valores das passagens, ela busca evitar aumentos repentinos. Ao facilitar o acesso a um crédito com custo mais acessível, a expectativa do governo é que as companhias aéreas não necessitem elevar os preços de forma abrupta para cobrir suas despesas.

 

A nova regulamentação entrará em vigor imediatamente após sua publicação. O Conselho Monetário Nacional é presidido atualmente pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta com a participação do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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