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Brasil e França realizam treinamento naval conjunto no Rio

Mais de 1,3 mil militares aprimoram interoperabilidade em exercícios na Restinga da Marambaia.

24/04/2026 às 00:10
Por: Redação

Um expressivo contingente de mais de 1,3 mil militares, composto por forças francesas e brasileiras, participa de uma das principais missões de formação e projeção da Marinha Nacional Francesa, atualmente em curso no Rio de Janeiro. A iniciativa, liderada pelo grupo naval Jeanne D`Arc, tem como propósito central o desenvolvimento de técnicas de trabalho em comum entre a Marinha e o Exército da França e a Marinha do Brasil, fortalecendo a cooperação bilateral.

 

A fase de formação intensiva ocorrerá nos dias 27 e 28, em um local estratégico: a Restinga da Marambaia. Esta área, sob controle das Forças Armadas na zona oeste do Rio de Janeiro, é reconhecida por seu valor ambiental, caracterizada por dunas e manguezais, e serve como cenário para os exercícios conjuntos.

 

Declarações Oficiais

 

O comandante do grupo francês, Jocelyn Delrieu, enfatizou a importância da missão como uma valiosa oportunidade de aprendizado mútuo para as duas nações.

 

Temos uma relação forte entre as duas marinhas, e uma relação forte significa que trocamos informações enquanto treinamos juntos.

 

Delrieu reiterou ainda que o objetivo primordial da operação é assegurar os interesses nacionais da França por meio do treinamento com parceiros estratégicos, como o Brasil.

 

O nosso principal objetivo é proteger os nossos interesses e treinar com os nossos parceiros fortes, como o Brasil.

 

Composição das Forças

 

A Embaixada da França no Brasil detalhou que a missão francesa mobiliza mais de 800 militares, dos quais 162 são oficiais em processo de formação. A força-tarefa é encabeçada pelo porta-helicóptero anfíbio Dixmude, que possui capacidade para operar 16 helicópteros e transportar 80 veículos blindados. Além dele, participam a fragata Aconit e o navio reabastecedor Stosskopf. A missão também integra diversos equipamentos como helicópteros, drones e veículos blindados, ampliando suas capacidades operacionais.

 

Do lado brasileiro, a Marinha do Brasil informou que o exercício envolverá aproximadamente 600 militares. Eles serão responsáveis pela condução de operações anfíbias e por manobras de controle de área marítima. Essas atividades visam aprimorar a prontidão operativa das forças brasileiras e estreitar os laços de cooperação mútua com a Marinha francesa.

 

Para a operação, a Marinha do Brasil mobilizará uma gama de meios navais e aeronavais. Entre os ativos brasileiros estarão o submarino Humaitá, o navio de desembarque de carros de combate Almirante Saboia, a Fragata Defensora e a embarcação de Desembarque de Carga Geral Marambaia. No componente aéreo, as aeronaves SH-16 Seahawk, UH-12 Esquilo e AH-11B Super Lynx participarão dos exercícios.

 

Histórico da Missão Jeanne D`Arc

 

A missão marítima francesa Jeanne D`Arc tem uma duração total de cinco meses, durante os quais percorrerá diversos países ao redor do mundo. A última vez que essa missão esteve em território brasileiro foi no ano de 2024.

 

Na ocasião de 2024, conforme dados da Marinha do Brasil, a operação contou com a participação de cerca de 2.250 militares, sendo 1.460 brasileiros e 790 franceses. Aquela missão foi estruturada em duas fases principais: exercícios militares realizados no mar e atividades no porto. Um dos pontos altos da operação de 2024 foi a execução de uma incursão anfíbia. Esta modalidade tática é caracterizada pela rápida penetração ou ocupação temporária de uma região litorânea que seja considerada hostil ou potencialmente hostil, seguida por uma retirada planejada, demonstrando a capacidade de projeção de forças em ambientes complexos.

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