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DPU faz alerta sobre golpes que usam nomes de defensores federais

Criminosos usam nomes e imagens de defensores para exigir pagamentos via WhatsApp

27/04/2026 às 21:15
Por: Redação

Comunicado recente da Defensoria Pública da União (DPU) chama atenção para golpes praticados por pessoas que se apresentam falsamente como defensores públicos federais, especialmente contra cidadãos que possuem ou já tiveram processos judiciais junto à instituição. Os criminosos utilizam o aplicativo WhatsApp para abordar possíveis vítimas, empregando tanto nomes quanto imagens reais de defensores federais na tentativa de conferir legitimidade à fraude.

 

O esquema consiste em persuadir os destinatários das mensagens a efetuar pagamentos indevidos, sob a alegação de que esses valores seriam necessários para a liberação de quantias relativas a processos judiciais. Entre as justificativas apresentadas pelos golpistas estão supostos tributos, quitação de dívidas, custas cartoriais e honorários advocatícios.

 

De acordo com relatos da DPU, a abordagem ocorre por meio de ligações telefônicas ou mensagens, sempre explorando a expectativa dos cidadãos por notícias favoráveis em seus processos. Os contatos, no entanto, incluem solicitações ilegítimas, como o envio de dados bancários ou transferências de dinheiro.

 

“A abordagem por contatos telefônicos ou mensagens costuma explorar a expectativa por boas notícias, mas inclui pedidos indevidos, como envio de dados bancários ou pagamento de taxas. A DPU reforça que os seus serviços são totalmente gratuitos. As pessoas assistidas pela instituição são isentas do pagamento de qualquer valor em todas as fases do processo”, explica a Defensoria.


 

O episódio mais recente foi registrado em Aracaju, porém há ocorrências semelhantes em Brasília nos últimos meses. Além disso, em 2025, foi notado um aumento significativo do número de golpes envolvendo o uso de nomes de defensores nas regiões Sul e Sudeste do país.

 

Cuidados recomendados pela DPU

 

Para evitar cair nesses tipos de golpe, a Defensoria orienta que, ao receber qualquer comunicação que supostamente venha da DPU, o cidadão deve confirmar a procedência das informações por meio dos canais oficiais já conhecidos ou comparecendo diretamente a uma unidade da Defensoria Pública da União.

 

A DPU também esclarece que pagamentos via boleto, PIX, depósitos ou cartão de crédito nunca são exigidos como condição para recebimento de precatórios. A liberação de valores provenientes de ações judiciais ocorre apenas em instituições bancárias credenciadas, mediante apresentação de alvará judicial, de forma presencial pelo próprio beneficiário ou por advogado munido de procuração.

 

Entre as orientações para identificar possíveis tentativas de fraude, destaca-se a atenção a documentos suspeitos, incluindo possíveis erros em logomarcas, problemas de formatação, ou equívocos gramaticais.

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