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Governo anuncia novo Desenrola com uso de até 20% do FGTS para quitar dívidas

Novo programa prevê descontos de até 90% nas dívidas e bloqueio em apostas online para quem aderir

01/05/2026 às 15:51
Por: Redação

Durante pronunciamento realizado nesta quinta-feira, 30, em razão do Dia do Trabalhador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas direcionado a pessoas endividadas, será lançado na próxima segunda-feira, 30.

 

No anúncio, Lula detalhou que a nova versão do programa de renegociação permitirá descontos que podem alcançar até 90% sobre o valor das dívidas. Além disso, será possível utilizar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação dos débitos.

 

O presidente também afirmou que aqueles que efetuarem a adesão ao programa de renegociação terão bloqueio de acesso, durante o período de um ano, em todas as plataformas de apostas online, conhecidas como "bets".

 

"Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando", declarou Lula em rede nacional de Rádio e TV.


 

De acordo com o presidente, o programa consiste em uma reformulação da política anterior de renegociação de dívidas, com o objetivo de aliviar os compromissos financeiros das famílias, em especial aquelas com dívidas de alto custo, como cartão de crédito e cheque especial. O governo também aponta que a disponibilização de recursos do FGTS para pagamento de dívidas deve ter impacto relevante na economia nacional.

 

No mesmo pronunciamento, Lula ressaltou que a proposta que determina o fim da escala de trabalho 6x1 constitui um avanço importante para o país. O texto já foi encaminhado ao Congresso Nacional e prevê a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, garantindo dois dias de descanso por semana e sem diminuição dos salários.

 

Segundo o presidente, a medida busca proporcionar melhores condições de vida aos trabalhadores, ampliando o tempo destinado ao descanso e à convivência com a família, além de alinhar o país a padrões considerados mais equilibrados em outros países.

 

"A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores", afirmou Lula.


 

O presidente concluiu destacando:

 

"Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6x1 no Brasil".


 

O governo federal considera essa iniciativa uma das principais prioridades da agenda trabalhista, estando o projeto em tramitação no Congresso Nacional, com expectativa de aprovação nas próximas semanas.

 

Além das medidas já citadas, Lula abordou temas como a redução das taxas de desemprego e inflação, a ampliação da licença paternidade, mudanças no imposto de renda e o auxílio para aquisição de gás de cozinha. O presidente também mencionou que, apesar dos conflitos no Oriente Médio, as ações promovidas pelo governo do Brasil têm evitado que a população sofra com os efeitos do aumento dos preços internacionais do petróleo.

 

"Quando os combustíveis sobem, o custo do transporte cresce, o preço dos alimentos aumenta e o custo de vida fica mais caro para o povo. Mas o nosso governo agiu rapidamente. Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras", disse Lula.


 

Título alterado às 22h07

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